Depois da derrota na disputa pelo Governo do Estado, o PT deixará as diferenças de lado e pretende procurar o governador André Puccinelli (PMDB), em busca de apoio para Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da campanha presidencial em Mato Grosso do Sul. O presidente regional do partido, Marcus Garcia, informou a realização, hoje, de uma plenária suprapartidária, na Sociedade Vicentina, em Campo Grande, com a participação do PMDB para discutir a aliança pró-Dilma.
Ainda pela manhã, ele deve falar com o presidente regional do PMDB, Esacheu Cipriano Nascimento, para convidá-lo a participar do encontro. “Vou procurá-lo e evidentemente nada impede que nossas lideranças costurem apoio com lideranças do PMDB”, explicou. A presença do presidente nacional do PMDB, deputado federal Michel Temer, como vice de Dilma Rousseff, facilita o diálogo dos partidos no Estado.
Enquanto isto, em Brasília (DF), o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) estará com o seu aliado, deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) — candidato derrotado ao Senado — e Vander Loubet, deputado federal petista, em reunião com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e coordenadores da campanha de Dilma, para discutir estratégia eleitoral para Mato Grosso do Sul. A ideia é recuperar o terreno perdido pela petista para José Serra (PSDB).
A guerra interna no PT pode dar trégua com a proposta do ex-governador de incluir todos os integrantes do partido para reforçar a campanha de Dilma. A conclusão é de que não dá para excluir o senador Delcídio do Amaral, adversário do ex-governador dentro do partido. “Não vamos ter um coordenador geral aqui. Todos vão fazer a campanha da Dilma na rua. O Zeca (Orcírio), o Delcídio, o Dagoberto, o Valter Pereira”, disse Vander.
Marcus Garcia, do PT regional, disse também que procurará todos os partidos da base aliada petista para alinhavar o apoio à eleição da candidata do presidente Lula. Desses partidos, o PMDB é o grande peso chapa.
Agora, com a vitória no primeiro turno, o governador reeleito está inclinado a retirar o apoio declarado a Serra no primeiro turno e fazer campanha para Dilma. Sem o PT local para “rachar”, o PMDB deve colocar o bloco na rua, junto dos adversários.
Amanhã, André Puccinelli reúne o PMDB para decidir com dirigentes e “agentes políticos” eleitos qual a postura do partido no segundo turno. No primeiro, líderes como o prefeito Nelsinho Trad e o presidente da Câmara de Campo Grande, Paulo Siufi, fizeram campanha para Dilma Rousseff, deixando o candidato tucano de escanteio.
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