Logo após a morte de Romeu Tuma, senadores lamentaram a perda da figura simultaneamente rígida e cordial como foi tratado o ex-delegado durante sessão do Senado realizada ontem à tarde. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) declarou, em nome do PSDB, que Tuma era “considerado uma pessoa contraditória. Havia, de um lado, o policial rígido, duro, conhecido por muitos como ‘xerifão’; e, de outro, alguém de grande cordialidade”.
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) também destacou as mesmas características em Tuma e afirmou que nunca tinha entendido a escolha do senador pela carreira policial, por ter um perfil avesso à profissão. “Eu não entendia. Tuma foi o chefão da Polícia Nacional na época da ditadura, ocupou sempre os cargos mais altos na polícia. Mas lembro que todos os réus que estiveram sob seu jugo cumpriram as penas à sua maneira, com carinho, bondade e respeito”, disse Simon.
A sessão, presidida pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), contou também com as homenagens dos senadores Marco Maciel (DEM-PE) e Gim Argello (PTB-DF) a Romeu Tuma.
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Senadores lamentam morte de ex-delegado
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