Política

FRENTE AO DÓLAR

Valorização do real é problema econômico do novo Executivo

Valorização do real é problema econômico do novo Executivo

Redação

31/10/2010 - 19h35
Notícia sem imagem

A presidenta eleita do Brasil, Dilma Rousseff, deverá dar continuidade ao processo de redistribuição de renda adotado pelo governo Lula, mas terá o desafio de lidar com o problema da valorização do real frente ao dólar. A valorização é um instrumento de controle da inflação, mas prejudica os exportadores brasileiros que perdem competitividade.

Mas alguns economistas, como o consultor Amir Khair, acreditam que Dilma estará atenta para este problema: "O governo fará uma maior proteção à indústria nacional, especialmente nas concorrências com países que são praticamente imbatíveis no mundo todo, como a China e alguns países do Leste asiático".

Quanto à cotação do dólar frente ao real, o governo já vem adotando algumas medidas que vêm surtindo efeito, como o aumento de imposto para aplicações estrangeiras em renda fixa; mas o economista afirma que talvez elas não sejam suficientes. "Creio que, se depender da Dilma, ainda neste ano será regulada a entrada de recursos, possivelmente uma quarentena. Evidentemente, o problema cambial afeta o mundo todo porque há uma desvalorização do dólar perante todas as outras moedas. Mas eu creio que essa medida será adotada ainda neste governo".

O economista Geraldo Biasoto Júnior não acredita na reversão da valorização do real porque, segundo ele, há uma política de incentivo à exportação de commodities agrícolas: "No governo Lula, temos visto uma tendência permanente à supervalorização do câmbio. Mantivemos a taxa de juros mais elevada do mundo por muitos anos e isso estabelece um diferencial para o investidor externo, pois o juro pago no mercado internacional hoje é quase zero. E há uma entrada cavalar do dólar na economia brasileira. Como o Banco Central tem uma postura extremamente passiva frente a esse processo, é lógico que todos os agentes econômicos trabalham com a hipótese de que o câmbio será permanentemente valorizado".

O economista aponta outro problema que, na sua opinião, não será resolvido no governo Dilma: a má gestão dos recursos públicos. Ele acredita que, em vez de melhorar a gestão, o governo vai preferir aumentar a carga tributária. "O governo poderá tentar voltar a CPMF, que aumentaria a carga em mais 1% do PIB".

Biasoto afirma que o governo Lula aumentou as contribuições sociais incidentes sobre energia elétrica e ampliou a taxação para investimentos em saneamento básico.

Mas, segundo Amir Khair, os investimentos feitos pelo governo na área social e no Programa de Aceleração do Crescimento têm contribuído para o crescimento do País e devem reduzir os custos de investimento das próprias empresas. Neste ano, a expectativa é que o Brasil tenha um crescimento econômico de 7,5%.

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 2º turno tem até 8 de janeiro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar, devem justificar o voto

05/11/2026 10h25

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

Continue Lendo...

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).