Governador desde dezembro de 2007, quando assumiu no lugar de Ottomar Pinto (PSDB), morto por uma parada cardiorrespiratória, José de Anchieta Jr. (PSDB) se reelegeu para o cargo depois de uma virada nas pesquisas de intenção de voto, que indicavam vantagem de seu rival, Neudo Campos (PP), até o início do segundo turno. Um levantamento do Ibope divulgado no sábado (30), porém, já mostrava o tucano na dianteira com 51% dos votos válidos, contra 49% do adversário.
Apoiador de José Serra (PSDB), Anchieta se beneficiou da popularidade do presidenciável em um Estado cuja população havia dado a vitória ao tucano com 51% dos votos válidos no primeiro turno, contra 28% que foram depositados para a candidata Dilma Rousseff (PT).
Apesar disso, enfrentou dissidências em sua própria base. Alegando falta de “compromisso” do tucano, Urzeni Rocha, deputado federal e vice-presidente do PSDB no Estado, a ex-secretária-geral Marluce Pinto, viúva de Ottomar, e o tesoureiro do partido, Evandro Moreira, passaram a pedir votos para Campos na reta final da disputa.
O governador eleito e seu adversário trocaram acusações sobre um suposto uso político da Polícia Federal – Anchieta foi abordado diversas vezes por agentes da instituição (que também atua como polícia eleitoral no Estado) durante a campanha.
A última delas, perto do fim do segundo turno, foi motivada por uma denúncia de transporte de dinheiro para a suposta compra de votos, o que caracterizaria crime eleitoral. Na ocasião, o tucano acusou Campos de tentar “desvirtuar o processo eleitoral”. O candidato derrotado rebateu. “Estão me dando um poder que não tenho e nunca tive”, disse.
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