A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) se reuniu ontem com a coordenação política de sua campanha para discutir o governo de transição e sua agenda para os próximos dias. A expectativa é de que a equipe de transição seja anunciada amanhã, tendo como coordenadores políticos o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo; e como coordenadores técnicos o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. A primeira reunião já pode ocorrer na sexta-feira.
Segundo o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia, que coordenou o programa de governo da petista, Dilma fará medidas de monitoramento da política econômica, ajustes que ela já teria delineado em seu discurso, após o resultado das urnas. Ela prometeu manter os pilares da política econômica e criticou a política cambial de alguns países.
Dilma tem uma verba de R$ 2,8 milhões e poderá contratar 50 funcionários para o governo de transição, que vai da proclamação da eleição (que em geral ocorre dois dias após o pleito) até 31 de dezembro.
Em agosto, o Ministério do Planejamento criou um grupo de trabalho formado por 30 servidores de vários órgãos que ficarão responsáveis por fornecer à transição as informações necessárias sobre o governo federal.
Com esses dados, será formada a “agenda dos 120 dias”, com todos as medidas de curto prazo, como contratos, pagamentos a serem feitos, ações institucionais que precisam ser cumpridas.
A ideia da agenda é garantir que o próximo presidente não seja surpreendido por prazos e para dar continuidade a ações em andamento.
O grupo de trabalho ficará responsável por fazer um levantamento do que foi prometido pelo presidente Lula na campanha de 2006 e comparar com o que foi realizado.
O governo de transição será instalado no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil).
Descanso
Dilma está descansando em sua residência no Lago Sul, área nobre de Brasília. No primeiro, dia após ser eleita presidente do Brasil, ela não saiu de casa pela manhã nem no início da tarde.
Alguns assessores afirmam que a presidente eleita deve tirar uma folga até sábado, no Rio Grande do Sul. No fim de semana, a petista volta a Brasília para acompanhar a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem à África e ao G-20.
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