Política

DISPUTA POR ESPAÇO

PMDB pode perder cargos federais em MS

PMDB pode perder cargos federais em MS

Redação

03/11/2010 - 03h00
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Com a posse de Dilma Rousseff (PT), o PMDB deve perder o comando das autarquias federais em Mato Grosso do Sul. Na campanha eleitoral, o partido pediu votos em favor de José Serra (PSDB), contrariando, inclusive, o rumo da direção nacional da legenda. O apoio ao tucano forneceu munição suficiente para os aliados da petista requererem todos os cargos federais no Estado. Para eles, Dilma deve prestigiar "quem a ajudou", ao mesmo tempo, retaliar quem optou em contribuir com seu adversário, porém, sem prejudicar os investimentos do Planalto em municípios sul-mato-grossenses.

"Não vai ter perseguição aos governadores que não fizeram campanha para ela", declarou o deputado federal Vander Loubet (PT). "Tenho certeza que a Dilma vai governar para todos, mas acredito e defendo que os espaços no governo devem ficar na mão de quem a ajudou na campanha", acrescentou.

Em Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli (PMDB) e a maioria do PMDB pediram votos a José Serra. Atualmente, o partido comanda boa parte dos mais de 20 órgãos federais do Estado. Inclusive, segundo Vander, tem nas mãos a administração das autarquias mais importantes, como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Delegacia Regional de Agricultura e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). "Os superintendentes desses órgãos fizeram campanha contra a Dilma", reforçou o petista.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) engrossou o coro. "Nem o fato de o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) ter declarado apoio a Dilma vai ajudar o PMDB a manter-se na chefia das autarquias federais", ressaltou. Para ele, Nelsinho não entrou de cabeça na campanha da petista.

Da mesma forma que Vander, Dagoberto também duvida de qualquer paralisação nas obras federais em andamento no Estado. "No primeiro discurso, a Dilma já avisou que não vai olhar para o retrovisor", frisou. "Mas em relação à distribuição dos cargos federais, ela levará muito a sério, no sentido de dar para companheiro", completou. "Por isso, aposto em muitas mudanças", concluiu.

Interessados em participar do governo não faltam. O deputado estadual Amarildo Cruz (PT), derrotado nas urnas, já manifestou interesse em participar da administração de Dilma. O deputado estadual Pedro Teruel (PT), outro que não conseguiu se reeleger, também já foi citado para ocupar o comando de um órgão federal.

Na lista, ainda figuram o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT), Dagoberto Nogueira e o senador Valter Pereira (PMDB), que rompeu relação com Puccinelli e entrou de cabeça na campanha dos petistas. "Vou lutar para esses três ocuparem cargos em nível nacional", revelou Vander. Ele também se manifestou favorável à indicação de Amarildo e Teruel para chefiar autarquias federais em Mato Grosso do Sul.

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