O deputado Jerson Domingos (PMDB) deve ser reconduzido, no início de fevereiro de 2011, à presidência da Assembleia Legislativa. Ele conta com apoio do governador André Puccinelli (PMDB) para permanecer no comando por ser um político experiente e bem articulado. A disputa ficará acirrada, no entanto, pela primeira-secretaria, o segundo cargo mais importante do Poder Legislativo. O detentor desta função é o responsável pela administração da Casa, controla o pagamento salarial dos funcionários públicos, dos parlamentares e dos prestadores de serviços.
Jerson, no entanto, não seria a única opção para presidir o Legislativo. Há outros nomes como o decano Londres Machado (PR), que já comandou a Assembleia por mais de 20 anos, e Júnior Mochi (PMDB). Mas a avaliação de alguns deputados é da importância de manter Jerson no comando para defender a Casa de Leis das investigações promovidas pelo Ministério Público Estadual (MPE) sobre a distribuição de dinheiro às autoridades, incluindo membros do próprio MPE.
O governador André Puccinelli destacou a competência de Jerson para continuar presidindo o Legislativo. Mas incluiu, também, o nome do deputado Marquinhos Trad (PMDB), irmão do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB). “Não vetaria, de forma alguma, o Marquinhos. No meu conceito, ele conduziria muito bem a Casa”, comentou. O problema, para alguns deputados, é de Marquinhos não agregar apoio. “Ele é um rebelde e independente”, declarou um deles, que pediu o anonimato para não criar constrangimento com Marquinhos.
O deputado terá, porém, dois anos depois de iniciar o seu segundo mandato, a partir do início de fevereiro de 2011, para pavimentar o caminho em direção à presidência da Assembleia Legislativa. “É um nome interessante”, insiste o governador.
Quanto ao deputado Júnior Mochi, mesmo não sucedendo Jerson Domingos, continuará prestigiado. A ideia é mantê-lo na presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do Poder Legislativo. É um nome que agrada muito o governador André Puccinelli.
O assunto ainda não foi discutido pelos parlamentares com o governador. “Ainda é prematuro”, comentou Jerson, que está mais preocupado com a votação de projetos antes do início do recesso parlamentar, principalmente do Orçamento Geral do Estado para 2011.
Mas ele não tem dúvida de que a questão irá dominar no período do recesso, principalmente em janeiro quando os novos deputados estarão vindo a Campo Grande para escolher os seus gabinetes.
Primeira-secretaria
Alguns deputados antigos estão de olho na primeira-secretaria. Dois deles são do mesmo partido, o PR: Paulo Corrêa e Antonio Carlos Arroyo. Eles se colocarão na disputa se Londres não for o presidente. A alegação é o fato de o partido ser um dos maiores na Assembleia Legislativa, depois do PMDB.
Só que os dois, no momento, não contam com o consenso dos reeleitos. O PR até pode ficar com a primeira-secretaria, mas nas mãos de Londres Machado. Tudo vai depender de sua vontade de voltar a assumir cargo de comando no Poder Legislativo.
O PT, que terá bancada de quatro deputados, é outro que poderá reivindicar a primeira-secretaria. O partido pode se juntar ao PDT e outros nanicos para brigar pela primeira-secretaria da Assembleia Legislativa.
Negociações
Depois de concluída a votação, em dezembro, na Assembleia Legislativa é bem provável a consumação do nome de Jerson Domingos para continuar na presidência do Legislativo. Os contatos com os novatos serão pessoalmente e até por telefone. Em janeiro, poderão ser realizadas reuniões com todos os reeleitos e eleitos para definir a recondução de Jerson.
Nas últimas eleições, o candidato a presidente é de consenso. A disputa fica por conta da primeira-secretaria. O deputado Ary Rigo (então PDT) bateu nas urnas o seu colega de Maracaju, Reinaldo Azambuja (PSDB). Na sua reeleição para o cargo, Rigo não enfrentou adversários e hoje faz parte do mesmo partido de Azambuja.
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