Política

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Congresso gasta 84% do orçamento com salários

Congresso gasta 84% do orçamento com salários

Redação

21/11/2010 - 18h10
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Os gastos do Congresso com pagamento de salários e encargos sociais de senadores, deputados federais e seus funcionários deve representar, neste ano, 84% de toda a despesa do Legislativo federal. Dos R$ 5,5 bilhões a serem desembolsados neste ano por Senado e Câmara, R$ 4,6 bilhões serão para pagar os salários. Ainda não há previsão do impacto que um eventual aumento dos salários dos congressistas até o fim do ano poderia provocar. A proposta mais falada hoje, segundo o portal R7, é que deputados e senadores passem dos atuais R$ 16.512 para R$ 26.723.

A ideia é equiparar com o valor recebido por cada um dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A diferença no caixa, porém, deverá ser bem maior, já que o Senado tem 81 senadores e a Câmara, 513 deputados.

Outra diferença é que deputados e senadores têm à disposição uma série de contas pagas e mais dinheiro para usar no mandato.

Por mês, um senador custa em média, R$ 137.568,87. Além de salário de R$ 16.512,09, ainda tem direito a R$ 82 mil por mês para contratação de funcionários para seu gabinete e escritório político.

Para despesas de material em gabinete, tem R$ 15 mil. Recebe ainda oito passagens aéreas mensalmente para seu Estado de origem – em média, isso custa R$ 16.950,20. A conta fecha com cotas mensais de telefone, auxílio-moradia, ressarcimento de despesas odontológicas e psicoterápicas, além de plano de saúde completo para dependentes.

Já um deputado federal tem custo pouco menor: R$ 108.780,18. Além dos mesmos R$ 16.512,09, tem R$ 60 mil para pagar funcionários, média de R$ 29.268,09 para despesas gerais (combustíveis, aluguéis de escritórios, TV a cabo, segurança, entre outros), além de R$ 3.000 com auxílio moradia. Gastos médicos, com impressões e passagens aéreas estão incluídos num "cotão", pago num caixa único da Câmara.

Na atual discussão sobre os reajustes, existe a ideia de cortar benefícios para compensar o aumento ou mesmo diminuir investimentos da Casa. A ideia é evitar impacto maior nas contas. Outro risco embutido no aumento do salário é o efeito cascata: deputados e vereadores têm seus limites de salário vinculados aos dos deputados federais.

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