Política

Banco Central

"Dilma indica quem ela quiser", diz Lula

"Dilma indica quem ela quiser", diz Lula

Redação

24/11/2010 - 02h15
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi questionado ontem se defenderia a manutenção do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, no cargo. Em resposta, Lula disse que não defendia ninguém e que todos os ocupantes de cargos públicos no atual governo têm como única garantia a permanência até 31 de dezembro. A afirmação foi feita pelo presidente em evento do setor sucroenergético em Ribeirão Preto, SP.

Segundo Lula, a partir de 1º de janeiro, Dilma "indica quem ela quiser, porque conhece todo mundo, e deve montar um governo com a cara e a semelhança dela". O presidente afirmou ainda que sua sucessora só pode indicar nomes que ela possa ter a liberdade de trocar quando quiser. "Ela está livre para montar o governo dela", destacou.

Lula também condenou o conflito entre Coreia do Norte e Coreia do Sul. "Eu não sei quem atacou primeiro, mas, de qualquer forma, qualquer ataque eu condeno. Tem de respeitar a soberania do país", afirmou. Sobre a onda de violência no Rio de Janeiro, Lula disse ter conversado com o governador Sergio Cabral, que pediu a ele reforços de policiais rodoviários federais. Ele disse que Cabral será atendido. "Faremos o máximo para que as pessoas do bem vençam as do mal".

Bem-humorado, Lula disse que, ao deixar o governo, vai "desencarnar" do cargo de presidente para depois voltar à normalidade. Lula, que é corintiano, criticou a torcida do São Paulo, que comemorou a derrota do time para o Fluminense, a qual prejudicou o Corinthians na rodada de domingo (21) do Campeonato Brasileiro. "Nunca vi torcida bater palma para gol do adversário. Não é assim que o Corinthians joga", afirmou.

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