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Dilma oficializa indicação de novos ministros

Dilma oficializa indicação de novos ministros

Redação

25/11/2010 - 00h00
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A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) confirmou ontem a composição de sua equipe econômica, formada pelo economista Alexandre Tombini, atual Diretor de Normas, para presidir o Banco Central, o economista Guido Mantega para permanecer à frente do Ministério da Fazenda, e a engenheira e coordenadora do PAC, Miriam Belchior, para assumir o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

O anúncio foi feito no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em nota distribuída pela assessoria de imprensa, em que a presidente afirma "que a nova equipe assegure a continuidade da bem sucedida política econômica do Governo Lula — baseada no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal — e promova os avanços que levarão o Brasil a vencer a pobreza e alcançar o patamar de nação plenamente desenvolvida".

A indicação de Alexandre Tombini ao Banco Central ainda será submetida ao Senado Federal para aprovação. Ainda ontem, os escolhidos pela nova presidente se manifestaram sobre a indicação.

 Manutenção
A ministra do Planejamento no futuro governo Dilma Rousseff, Miriam Belchior, afirmou que pautará sua gestão à frente da pasta pelo binômio cartas de serviço e ouvidorias, a fim de garantir o melhor atendimento ao cidadão. As cartas de serviço, explicou, serão compromissos de padrão de qualidade no atendimento ao cidadão por parte de cada órgão federal.

Miriam acrescentou que concederá maior autonomia e flexibilidade aos órgãos em troca de um melhor desempenho. O governo continuará com a política de valorização dos servidores federais, complementou, "mas de forma responsável e dentro dos limites".

A ministra citou como exemplos de avanço na área de planejamento do governo federal nos últimos oito anos o fim das filas no INSS, a criação da Super Receita, com a unificação das Receitas Federal e Previdenciária, e a ampliação das licitações eletrônicas, de 17% (no início do governo Lula) para 80%, medida que, segundo ela, aumenta a transparência das compras de governo e reduz os gastos públicos.

 O substituído
O atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que são várias as possibilidades de sua atuação no futuro, assim que se desligar da autoridade monetária. "Depois do BC podem ser três possibilidades: setor público, com cargo na administração pública, setor privado, via política e até terceiro setor", disse ele.

Quando indagado sobre se há convite para que ocupe alguma embaixada, Meirelles desconversou: "Certamente questões relativas ao futuro serão discutidas no momento adequado". Meirelles voltou a dizer que considera sua missão cumprida, mas não quis se pronunciar a respeito da indicação do diretor de normas do BC, Alexandre Tombini, para substituí-lo no BC.

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