Política

SENADO

Dornelles defende excluir União ao dividir royalties

Dornelles defende excluir União ao dividir royalties

Redação

03/12/2010 - 00h01
Notícia sem imagem

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) quer retomar a discussão de uma proposta feita por ele e pelo senador e governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), que fixa uma fórmula alternativa de divisão dos royalties do petróleo. A proposta, que chegou a ser discutida no primeiro semestre, mas acabou sendo engavetada, prevê a elevação da alíquota dos royalties de 10% para 15% e a divisão dos recursos somente entre Estados e municípios, deixando a União de fora. 

Pelo mecanismo definido por Dornelles e Casagrande, os Estados e municípios produtores ficariam com dois terços das receitas obtidas (10 pontos porcentuais da nova alíquota) e o restante (os 5 pontos porcentuais extras) seria repartido entre os demais Estados e municípios que não produzem petróleo nem são afetados pela produção da commodity. 

"No momento devido eu quero discutir essa questão com o senador Romero Jucá (líder do governo no Senado)", disse Dornelles. A expectativa dele é que o debate sobre os royalties seja retomado pelo Congresso no início de 2011. O senador fluminense espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o mecanismo de divisão dos royalties aprovado pela Câmara no final da noite de ontem. 

A votação encerrou a tramitação dos projetos de lei que formam o novo marco regulatório da exploração de petróleo no País. O texto que define o modelo de partilha, cria o Fundo Social e estabelece as novas regras de divisão dos royalties será enviado ao presidente Lula que poderá vetar trechos do projeto. 

A expectativa é que o presidente vete o artigo 64, que fixa as novas regras de rateio dos royalties. Se isso for feito, a divisão da receita obtida com essa compensação financeira seguirá as regras vigentes, até que o governo encaminhe uma nova proposta ao Congresso sobre o tema.

 

Retroatividade

Para Dornelles, a bancada parlamentar do Rio de Janeiro está disposta a discutir uma nova fórmula de divisão dos recursos obtidos com a compensação financeira que as empresas que exploram petróleo devem pagar ao Estado. Para que essa negociação aconteça é preciso garantir que o novo mecanismo não será retroativo, ou seja, valerá apenas para os campos do pré-sal que ainda não foram licitados.

 A proposta aprovada ontem no plenário da Câmara estabelece que o novo rateio dos royalties valerá para toda a produção na costa brasileira, incluindo, portanto, campos do pré-sal já licitados e outras áreas que seguem as regras do modelo de concessão, que será substituído pela partilha de produção.

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 2º turno tem até 8 de janeiro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar, devem justificar o voto

05/11/2026 10h25

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

Continue Lendo...

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).