O diretório municipal do PPS protocolou na manhã de ontem na secretaria da Câmara Municipal de Dourados pedido de abertura de comissões processantes para cassar os mandatos de oito vereadores presos na Operação Uragano da Polícia Federal. O documento será lido na sessão ordinária da próxima segunda-feira, dia 6.
Apenas a mesa diretora e partidos com representação na Câmara podem pedir abertura de processos de cassação de mandatos contra vereadores. "A sociedade está cobrando uma tomada de posição da classe política em relação aos casos de corrupção ocorridos em Dourados e nós do PPS estamos fazendo a nossa parte", afirmou o secretário-geral do partido Walter Benites Júnior.
Foram pedidas as cassações dos mandatos de Paulo Henrique Bambu e Marcelo Barros (DEM), Humberto Teixeira Júnior e Aurélio Bonatto (PDT), Cláudio Marcelo Hall, conhecido como Marcelão (PR), Júlio Artuzi (PRB), José Carlos Cimatti (PSB) e Zezinho da Farmácia (PSDB). Todos estão afastados dos cargos.
O Comitê Regional de Defesa Popular (formado por entidades representativas de vários setores da sociedade organizada) vinha cobrando publicamente a cassação dos mandatos dos vereadores, apoiou a decisão do PPS e pretende acompanhar a sessão da próxima segunda-feira para pressionar os vereadores a aprovar os pedidos de instalação das comissões processantes.
Se o pedido foi aprovado em plenário, terá de ser aberta, conforme o Regimento Interno da Câmara uma Comissão Processante (CP) para cada vereador. O prazo entre a instalação e a apresentação do relatório final de uma CP é de 90 dias. Suplente não pode participar da processante em que o titular da vaga que está ocupando esteja sendo investigado, nem poderá votar quando o relatório final for apresentado.