Os vereadores de Dourados decidem amanhã, em sessão extraordinária, o destino de oito vereadores presos na Operação Uragano da Polícia Federal. O pedido de abertura de comissões processantes para cassar os mandatos dos parlamentares — atualmente afastados por determinação judicial — foi feito pelo Diretório Municipal do PPS.
O presidente da Câmara, vereador Dirceu Longhi (PT), afirmou que o pedido deveria ter sido analisado na sessão ordinária de segunda-feira (6), mas houve consenso entre os vereadores para a convocação de sessão extraordinária para amanhã (9), a partir das 9 horas, especificamente para tratar da questão.
Na segunda-feira, a pauta estava carregada com votações importantes como o reajuste salarial de setores do funcionalismo público municipal e a terceira e última votação do projeto do orçamento. "Por se tratar de uma questão complexa, vamos realizar então a sessão extraordinária na quinta-feira", afirmou Dirceu.
O documento protocolado pelo PPS pede a abertura de comissões processantes contra os vereadores Júlio Artuzi (PRB), José Carlos Cimatti (PSB), Zezinho da Farmácia (PSDB), Paulo Henrique Bambu e Marcelo Barros (DEM), Cláudio Marcelo Hall, o ‘Marcelão’ (PR), Aurélio Bonatto e Humberto Teixeira Junior (PDT).
Os oito vereadores estão afastados dos cargos por determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e foram substituídos por suplentes. Caso as instalações das comissões processantes sejam aprovadas, caberá aos vereadores definir os três integrantes de cada comissão para que as investigações sejam iniciadas. Neste caso, o prazo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias.
O ex-presidente da Câmara, Sidlei Alves (sem partido), também preso na Operação Uragano, pediu a renúncia ao cargo no dia 1º deste mês, mesmo dia em que o ex-prefeito Ari Artuzi (sem partido) e o ex-vice Carlinhos Cantor (PR) também abriram mão de seus mandatos.