Audiência pública acabou com impasse sobre o orçamento da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems). O Governo do Estado comprometeu-se a saudar os débitos da instituição e negociar, em janeiro do ano que vem, recursos extras para destinar à faculdade. Os encaminhamentos tranquilizaram a comunidade acadêmica e os deputados estaduais, que organizaram o encontro de ontem.
As soluções começaram a ser debatidas antes mesmo da audiência. Conforme o deputado Júnior Mochi (PMDB), pela manhã, o governador André Puccinelli (PMDB) conversou com o reitor da Uems, Gilberto José Arruda, e como diretores dos campus. "Ele (André) prometeu saudar os débitos deste ano", contou Mochi. "E em janeiro sentará com eles para discutir as demandas da universidade. Depois, realizará reuniões a cada quatro meses para conferir a situação financeira", completou.
Diante das conquistas, o deputado Pedro Kemp (PT), que convocou a audiência pública, saiu satisfeito do encontro. "A reunião foi muito produtiva", comentou. Segundo ele, a Uems precisa de investimentos em infraestrutura de laboratórios, bibliotecas e salas de aula. "A instituição se expandiu: em 1993 eram 12 curso e hoje são 52", frisou. "Foram mais de nove mil profissionais formados nos 17 anos de existência", continuou.
O reitor enfatizou que os repasses de recursos à universidade não acompanharam a expansão das atividades — hoje a Uems dispõe de unidades em 15 municípios do Estado. Segundo ele, esse descompasso compromete sensivelmente a saúde financeira da instituição. De acordo com o balanço financeiro, as despesas com folha de pagamento cresceram, saltando de R$ 42,4 milhões, em 2007, para R$ 50,1 milhões, em 2009.
Kemp destacou ainda a função social da universidade. "91% dos alunos são de Mato Grosso do Sul", salientou. Além disso, ele informou que 78% dos acadêmicos da Uems são oriundos de escolas públicas e 80% dispõem de renda familiar de até cinco salários mínimos.