Política

PERFIL DO DEMOCRATA

Mandetta aponta o DEM como satélite do PMDB

Mandetta aponta o DEM como satélite do PMDB

Redação

13/12/2010 - 04h15
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Em Mato Grosso do Sul, o DEM se comporta como um satélite do PMDB e o caminho será apoiar o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), na sucessão estadual, em 2014. Esta é a visão do deputado federal eleito Luiz Henrique Mandetta, que assumirá a presidência regional do partido a partir de fevereiro. Ele não afasta a hipótese de disputar a sucessão do primo na prefeitura da Capital. Mas reconhece a existência de outros nomes de peso eleitoral dentro da base aliada para concorrer as eleições em 2012.

“Eu acho que isso depende muito de pesquisa, saber o que a população acha disso (de candidaturas)”, disse Mandetta. Ele atribui sua expressiva votação em Campo Grande a um eleitorado qualificado, principalmente de formadores de opinião e dos jovens. Portanto, defende a tese de ouvir a voz das ruas. “Tem de escutar, escutando sempre, deixando que o povo faça o juízo da sua leitura (sobre candidaturas)”, afirmou.

Mandetta está convencido que não adianta impor candidato a prefeito. “Acho que não se impõe. Acho que o grande erro de políticos nesse momento são essas imposições de candidaturas, quando a gente tem grandes problemas para resolver”, disse o deputado federal eleito. Ele não vê, neste momento, preocupação da população com as eleições de 2012. “Ela está preocupada em ver se estão governando, se a Câmara dos Vereadores está legislando, se os deputados eleitos estão se preparando. Acho que essa é a preocupação da população agora. Fazer qualquer tratativa sobre esse assunto é prematuro”, comentou.

Admite, no entanto, a existência de conversas sobre o processo eleitoral de 2012. “Acho que ela está mais restrita, está mais aquecida dentro do meio político”, observou Mandetta. Para ele, “o meio político, neste momento, faz muito mais leituras de conveniência política do que de conveniência da população”.

Mas não esquece do envolvimento das grandes lideranças políticas na eleição suplementar para prefeito de Dourados. “A gente espera ver consolidado o nome do nosso quadro do partido, o Murilo Zauith”, afirmou Mandetta.

Para ele, o favoritismo de Murilo em Dourados “não é à toa”. Na sua avaliação, o atual vice-governador “é uma pessoa de condução retilínea, uma das poucas pessoas da classe política de Dourados que passou ileso à crise” — que foi deflagrada com a Operação Uragano da Polícia Federal que levou para cadeia o prefeito Ari Artuzi, o vice-prefeito Carlinhos Cantor e quase todos os vereadores. Eles são processados por desvio de dinheiro público. Artuzi e Cantor já renunciaram ao mandato.

Fragilidade partidária
Mandetta está consciente também da fragilidade dos partidos políticos. Na sua visão, este desgaste está expresso até na descrença da população com ideologias partidárias. “A população não está preocupada com DEM, PMDB, PSDB, PSTU”, afirmou. Por causa da fragilidade, o eleitor, na sua avaliação, aposta em nomes. É o caso de Murilo Zauith.

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