A presidente eleita, Dilma Rousseff, revelou ontem mais sete nomes para o primeiro escalão de seu governo. Foram anunciados os futuros titulares dos ministérios da Saúde, Esporte, Igualdade Racial, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social, Cultura, além do Advogado Geral da União.
Na Saúde, foi confirmado o médico sanitarista Alexandre Padilha, que atualmente ocupa a Secretaria das Relações Institucionais. Apesar de Padilha ter passado a manhã de sábado reunido com Dilma e o futuro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, o convite oficial para assumir a Saúde veio apenas na manhã de ontem.
Padilha foi a opção coringa escolhida por Dilma para a Saúde após a ministra enfrentar problemas na definição da pasta. Ainda no início da formação do ministério da petista, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou que seu secretário da Saúde, Sérgio Côrtes, havia sido o escolhido de Dilma para o Ministério da Saúde. O anúncio antecipado pegou Dilma de surpresa, e a fez rever sua opção, desmentindo que já tivesse feito a escolha.
Agora, na reta final da formação do novo governo, um novo nome passou a circular para a pasta: o do ex-ministro Ciro Gomes. Após uma relação turbulenta com Dilma durante a campanha, Ciro já se considerava sem chance de ocupar um posto do primeiro escalão no governo. Dilma, entretanto, passou a procurar o ex-ministro, dizendo que o queria, sim, como colaborador próximo.
Os planos de Dilma para Ciro, entretanto, foram na contramão dos desejos dele. Enquanto a presidente eleita planejava recolocá-lo na Integração Nacional, posto que ocupou no governo Lula, ele passou a vislumbrar a possibilidade de assumir a Saúde, que ainda estava sem definição. Dilma decidiu, então, por Padilha. A solução agrada ao PT, que retoma o ministério, atualmente nas mãos do PMDB.
Outros ministros
Orlando Silva (PC do B) permanecerá à frente do Ministério do Esporte. Dilma cogitou indicar Luciana Santos (PC do B), ex-prefeita de Olinda, para aumentar o número de mulheres no primeiro escalão. A indicação, contudo, não se concretizou.
Para a pasta da Cultura, o nome também já está definido. Trata-se de Ana Buarque de Hollanda, artista e ex-diretora de Música da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Ela é irmã do compositor Chico Buarque.
Outras duas mulheres foram anunciadas ontem: a socióloga Luiza Bairros para a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; e Tereza Campelo, economista e mulher do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, para o Ministério do Desenvolvimento Social. Para o Ministério das Cidades, o indicado é Mário Negromonte.
Também foi confirmada a permanência no cargo do atual advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams.
Com os anúncios, Dilma terá apresentado 30 integrantes do seu primeiro escalão. Ela pretende definir todos os nomes de seu ministério até amanhã.
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