O Diretório do PMDB de Dourados autorizou ontem a Executiva Municipal a conduzir negociações para uma coligação na eleição para prefeito e vice no dia seis de fevereiro. A decisão tem endereço certo: o Democratas do candidato Murilo Zauith. Os peemedebistas não fizeram qualquer exigência quanto a cargo na chapa ou no futuro governo. Mas podem ainda entrar na briga com o PT pela vaga de vice na chapa de Murilo.
Com isso, prevaleceu a recomendação do governador André Puccinelli (PMDB), que na semana passada se reuniu com lideranças do seu partido em Dourados, para fazer aliança com o DEM. Com o resultado de pesquisa nas mãos — indicando larga vantagem de Murilo sobre prováveis candidatos peemedebistas — fechou apoio em torno do ainda vice-governador. O melhor colocado do partido numa disputa seria o deputado federal Geraldo Resende.
A reunião ocorreu no plenário da Câmara. O resultado apontou 36 filiados com votos favoráveis a uma aliança, cinco contra e um anulou o voto. O bloco dos descontentes foi liderado pelo engenheiro civil Antonio Nogueira, que, na semana passada, pediu demissão da Secretaria Municipal de Obras, na esperança de ser indicado candidato a prefeito.
Os deputados federais Geraldo Resende e Marçal Filho participaram de todo o processo, que começou às 10h, defendendo a coligação com o DEM. A prefeita interina Délia Razuk não compareceu por estar viajando.
Antes de começar a votação, Nogueira e o gerente regional da Sanesul, Odilon Azambuja, insistiram na candidatura própria, sendo lida a carta do presidente regional do PMDB, Esacheu Cipriano do Nascimento, de que o partido tinha autonomia para participar da eleição, ou seja, poderia contrariar o governador e bater de frente com Murilo, que já tem apoio de dez legendas.
Mas acabou a prevalecendo a tese de aliança com o DEM. Agora, a direção Executiva do PMDB irá negociar a coligação com Murilo, que não compareceu à convenção. O partido vai oferecer apoio sem condicionar a indicação do candidato a vice-prefeito.
Hoje acontecem as convenções do PSDB e do PSL. Este último elegeu o veterano político George Takimoto a deputado estadual. Os dois partidos deverão referendar apoio à candidatura de Murilo Zauith. O PT marcou a sua plenária para o dia 30 de dezembro, quando também deverá confirmar uma coligação com o DEM, podendo indicar o seu vice.