Candidato a prefeito de Dourados em uma coalizão de 15 partidos, o ex-vice-governador terá apoio de apenas uma parte do PT no município. A aliança, considerada inusitada até pelos líderes do DEM, foi rechaçada por correntes ligadas à Articulação de Esquerda petista e ao antigo campo majoritário, hoje chamada de Construindo Novo Brasil.
Apesa do registro da candidatura do vereador Elias Ishy (PT) ter sido sepultada pela Justiça Eleitoral, os grupos que se opõem à aliança com o DEM decidiram não sair de cena. “Nós temos o TRE e o TSE, vamos disputar isso aí até a última instância. Vamos perseguir a ideia da candidatura própria”, explicou Ishy.
O vereador é ligado à Articulação de Esquerda, corrente interna petista que liderou a oposição à coligação. Para ele, manter a campanha pela candidatura própria e contra a aliança com os democratas é questão de honra.
A coligação do PT com o DEM foi aprovada em encontro municipal e homologado em convenção com 63 votos favoráveis e 47 contrários. Segundo o presidente regional do PT, Marcus Garcia, há uma decisão nacional de que municípios com menos de 200 mil eleitores podem fazer alianças com partidos que não integram a base aliada federal, desde que a coligação seja aprovada em encontro municipal.
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