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PDT diz que aumento do mínimo "não dá para duas cachaças"

PDT diz que aumento do mínimo "não dá para duas cachaças"

Redação

13/01/2011 - 00h00
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O PDT elevou o tom das críticas ao governo por causa do salário mínimo e deixou para a próxima semana a decisão de apoiar ou não a candidatura do petista Marco Maia (RS) para a presidência da Câmara dos Deputados. Ontem, o líder do partido, deputado Paulinho da Força (SP), criticou a possibilidade de o salário mínimo aumentar em apenas R$ 3. "Não dá nem para tomar duas cachaças, quer dizer, não dá nem pra uma", ironizou. Ele cobrou do governo o apoio que as centrais sindicais deram à campanha da presidente Dilma Rousseff, criticou o ministro Guido Mantega (Fazenda) e disse que o "governo começa mal" por causa das negociações em torno do novo salário mínimo.

O PDT reclamou da relação da presidente com as centrais sindicais. A legenda quer reajuste de 10% das aposentadorias, correção da tabela do Imposto de Renda e aumento do salário mínimo para R$ 580, R$ 40 a mais do que o proposto pelo governo.

"Nós precisamos que a presidente Dilma leve em conta que os movimentos sociais apoiaram muito a presidente. Eu tomei quatro processos. O presidente da CUT também teve dois processos contra ele. Então a presidente tem que levar em conta isso".

Paulinho da Força reclamou que esse não foi o tratamento do Governo Luiz Inácio Lula da Silva com os movimentos sociais. O líder criticou, ainda, a interlocução do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e cobrou um novo negociador do governo para dialogar com o partido e com as centrais.

"O governo está mal nessa história. Pôr o (ministro Guido) Mantega para falar conosco, não dá. Ele não tem jeito de falar com o trabalhador. O governo tinha que ter alguém para falar com os trabalhadores".

As críticas contra Mantega acontecem porque o ministro tem dado declarações de que o governo deve vetar qualquer aumento maior do que os R$ 540, caso aprovado pelo Congresso. A Medida Provisória que trata do assunto deve ser a primeira dificuldade de Dilma Rousseff na Câmara e Senado.

Segundo o presidente da Força, o presidente das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, disse que o governo aceitaria elevar o valor do salário para R$ 543, índice veiculado à variação do INPC do período.

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