A Justiça Estadual devolveu a presidência do Diretório Regional do PP ao deputado federal Antonio Cruz. Destituído do cargo após reunião da Executiva Estadual, o parlamentar acionou a Justiça e obteve liminar para continuar à frente do partido em Mato Grosso do Sul.
A decisão é do juiz Maurício Petrauski, da 9ª Vara Cível de Campo Grande. Ele aceitou o argumento apresentado por Cruz de que, com base no estatuto do partido, a dissolução do diretório regional ou a destituição do presidente caberiam à Executiva Nacional do PP. À executiva estadual compete apenas a dissolução de diretórios municipais.
São réus na ação todos os integrantes do PP em Mato Grosso do Sul que participaram da reunião em que Antonio Cruz foi destituído: Antonio Dionizio da Silva, Arthur Jorge Ferreira do Amaral, Francisco de Sá, Geraldo Mangela Rodrigues, Joaquim Arnaldo da Silva Neto, Lídio Nogueira Lopes, Luiz Pedro Gomes Guimarães e Raimundo Nonato de Carvalho.
Ao Correio do Estado, Antonio Cruz disse que não entregaria o comando do partido e que qualquer ação contra seu mandato feria as regras definidas pela Executiva Nacional, órgão que reconhecia sua liderança no Estado. Pelo grupo que o destituiu, o deputado federal foi acusado de perseguir militantes e de ser autoritário.
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Juiz devolve a Cruz a presidência do PP
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