Política

REFORMULAÇÃO

PT quer mais poder para segunda secretaria

PT quer mais poder para segunda secretaria

Redação

14/01/2011 - 00h00
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A bancada do PT na Assembleia Legislativa só aceitará ocupar a segunda secretaria da Mesa Diretora se houver uma reformulação nas atribuições da função. A preocupação dos petistas é ampliar o espaço na Mesa – hoje o partido tem a vice-presidência – e também garantir a ocupação de um cargo com poder de decisão na administração da Casa.

"Se for só pra constar, não faz muito sentido", explicou o deputado reeleito Paulo Duarte. Ele avalia que o segundo secretário deve fazer mais do que somente ler a ata das sessões. Ainda em 2010, as negociações no Legislativo indicam nova dinâmica no funcionamento da Mesa. "Hoje só o presidente e o primeiro secretário atuam realmente. A ideia é dar uma roupagem, para que se dê uma democratizada", afirmou.

Nesse contexto, o PT poderá participar de consenso para assumir, além da vice-presidência, a segunda secretaria. A primeira secretaria ficaria com o PR, que, junto do PSDB, tem a terceira maior bancada na Assembleia com três deputados eleitos cada um. A primeira é do PMDB – que deve manter Jerson Domingos na presidência – e a segunda é a petista. "Desde que se tenha participação efetiva na administração da Casa, podemos aceitar, ou não faz sentido", disse Paulo Duarte.

Na próxima semana, os quatro deputados eleitos pelo PT, Paulo Duarte, Pedro Kemp, Cabo Almi e Laerte Tetila, se reúnem para definir como o partido deve se comportar na discussão da ocupação da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Se não houver acordo sobre esse possível novo perfil de atuação da segunda secretaria, os petistas podem entrar na briga pela primeira secretaria, um dos cargos mais cobiçados da Mesa Diretora depois da presidência, pois é responsável pela ordenação de despesas do Legislativo.

"Hoje o PT já tem a vice-presidência. A discussão é de eventualmente (disputarmos) a primeira secretaria, mas dentro de um cenário de entendimento, se possível", explicou Paulo Duarte. O PT ainda deve decidir, também, se irá para a disputa no voto, já que o regimento interno da Assembleia prevê a possibilidade de candidaturas individuais. "São dois quadros. Um é se houver entendimento. O outro é lançar nomes", disse.

Ainda segundo Duarte, o PT ainda não discutiu nomes para ocupar esses cargos. Nos últimos dois anos, Kemp foi o vice-presidente e Pedro Teruel, que não se reelegeu, o líder da bancada.

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