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Líder do governo pede volta de Delúbio Soares

Líder do governo pede volta de Delúbio Soares

Redação

18/01/2011 - 11h13
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O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), defendeu ontem a reintegração do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares ao partido.

Pivô do escândalo do mensalão, Delúbio foi expulso em 2005, mas já avisou petistas de que apresentará novo pedido de filiação ainda no primeiro semestre do ano.

No ano do julgamento do mensalão, Delúbio articula sua refiliação ao PT

Vaccarezza o apoia. Segundo ele, "não é justo que Delúbio tenha pena definitiva". "Todos eles [os envolvidos] já pagaram um preço maior do que seus pecados", justificou o líder, para quem "nenhuma pena é eterna".

Questionado sobre uma possível reação do governo Dilma, Vaccarezza alegou que a decisão compete ao Diretório Nacional do PT.

Assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia disse, por sua vez, que precisa avaliar o caso antes de se manifestar sobre o pedido.

Garcia reiterou que não acredita que Delúbio tenha cometido ato de corrupção, mas um "erro político gravíssimo". "Não quero me manifestar. Preciso pensar nisso. Acho que ele causou um dano enorme ao partido. Mas não compartilho dessa tentativa de demonizá-lo como corrupto", afirmou.

RESISTÊNCIA

Também integrante do Diretório Nacional do PT, o líder do partido na Câmara, Fernando Ferro (PE), afirma que precisa ser convencido das razões para uma refiliação de Delúbio.

"Ele tem o direito e vai pedir a filiação. Estou aberto, mas quero ouvir suas razões. É preciso um motivo que justifique, não só uma questão de amizade", declarou.

A Folha revelou ontem que nasce no PT um movimento pela volta de Delúbio.

Em 2009, Delúbio apresentou um pedido de filiação. Mas, sob pressão do governo e petistas, desistiu.

À época, sua tendência partidária --hoje batizada de Construindo um Novo Brasil (CNB)-- controlava 42% das cadeiras do Diretório Nacional do PT. Hoje detém 60%.

O argumento é que, sob risco de condenação, Delúbio não pode ficar desabrigado no ano em que o caso será julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A principal causa jurídica, com 38 réus, pode ser decidida no fim do ano. O desafio (91 volumes e 50 mil páginas de processo) está nas mãos do relator da ação penal, ministro Joaquim Barbosa.

Enfrentando problemas de saúde, ele tem a responsabilidade de elaborar o relatório e o voto que servirão de base para a definição do tribunal.

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