Política

CANDIDATO

Marco Maia dever ser o único a disputar na Câmara

Marco Maia dever ser o único a disputar na Câmara

Redação

18/01/2011 - 09h03
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A 14 dias da eleição para a presidência da Câmara, o deputado Marco Maia (PT-RS) está prestes a se viabilizar como candidato único e afastar o fantasma da "severinada". Dois dos três adversários do petista já desistiram da disputa: Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG). E, apesar de Sandro Mabel (PR-GO) ainda insistir em concorrer, seu partido faz hoje jantar para aderir formalmente à candidatura de Maia.

Em 2005, o então deputado Severino Cavalcanti lançou seu nome para presidir a Casa e acabou eleito, derrotando o então candidato do governo Lula, Luiz Eduardo Greenhalg (PT).

"Fico indignado com uma só candidatura. Não retirei a minha. Mas vou fazer uma avaliação semana que vem para ver se ela tem alguma viabilidade. Não adianta eu me lançar se não tiver chances", disse ontem Mabel. Ele não pretende ir ao jantar oferecido pelo PR ao petista. "Seria muita falsidade de minha parte ir lá", argumentou. O presidente do PR, ministro Alfredo Nascimento (Transportes), já se comprometeu com a presidente Dilma Rousseff a apoiar a candidatura do Palácio do Planalto.

Marco Maia continua esta semana em viagem pelo país em busca de votos. Ontem, ele se reuniu com o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e recebeu a promessa de voto da bancada de 22 deputados federais do Estado. "Estamos caminhando para a candidatura única. Apenas o Sandro Mabel insiste em permanecer na disputa", observou o futuro líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP). Maia também pretendia se reunir ainda ontem com o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, para conquistar o apoio formal do partido.

A candidatura única do petista à presidência da Câmara praticamente se consolidou a partir de meados da semana passada. Além da retirada dos nomes avulsos, ele ganhou a adesão do PMDB. "A candidatura do Marco Maia está consolidada. Não há espaço para outras até porque metade dos deputados são novos e, como o PMDB fechou com o PT, não tem margem de manobra para candidato avulso pescar voto", afirmou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A presidente Dilma entrou pessoalmente nas negociações para viabilizar Marco Maia. Ela telefonou para o presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, e pediu sua interferência para que Aldo saísse da disputa. Dilma alegou que a candidatura dele poderia ser interpretada como um movimento de oposição. No sábado, foi a vez de Júlio Delgado anunciar sua desistência.

A direção do PR decidiu enquadrar Mabel porque não quercriar atritos com a presidente logo no início de seu mandato. O PR tem um bom espaço no governo. Além do Ministério dos Transportes, com orçamento de R$ 21,1 bilhões para este ano, a sigla controla também o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), com orçamento de R$ 14,7 bilhões. O partido tem ainda a chefia da Companhia Docas da Bahia (Codeba), além de outros órgãos menores.
 

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