O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), seguirá no cargo no primeiro biênio da nova legislatura. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, em reunião da bancada do partido na Casa.
Segundo Renan, tanto a sua indicação como a do atual presidente José Sarney (AP) à presidência do Senado foram ratificadas nesta segunda-feira por aclamação.
Os senadores peemedebistas também definiram quais pautas serão consideradas prioritárias. "Nós vamos sinceramente trabalhar pela reforma tributária", disse, assinalando ainda que o partido pretende se mobilizar pela desoneração da folha de pagamento e pela reforma política.
Com relação à distribuição de cargos, tanto na Mesa Diretora do Senado quanto nas comissões, Renan reiterou que o partido defende o critério de proporcionalidade que leva em conta o tamanho dos partidos e não dos blocos, como defende o PT.
"Sempre fizemos a proporcionalidade por partido", disse.
Na última quinta-feira, senadores da bancada petista reuniram-se para discutir a questão, entre outros assuntos, e reiteraram sua posição contrária à distribuição por tamanho das siglas. Se o critério proposto pelo PMDB for usado na distribuição das presidências de comissões, o PSDB passaria da 6a posição para a 3a na ordem de escolha e aumentaria sua chance de escolher uma comissão mais importante.
Renan disse também que o PMDB deverá ficar com a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), justamente por ter a maior bancada, mas afirmou que "ainda não há convergência com relação às comissões".
De acordo com ele, os líderes dos partidos no Senado se reuniriam ainda nesta segunda para discutir a formação da Mesa Diretora.
Para Renan, a definição das comissões é uma etapa a ser concluída em 10 ou 15 dias.
O PMDB deverá ter três cargos na Mesa e três comissões permanentes, segundo Renan. A tendência, na Mesa Diretora, é que o PT fique com o a primeira vice-presidência, e o PSDB com a primeira-secretaria, afirmou o líder do PMDB.