Numa tentativa de aplacar a insatisfação na base de sustentação do governo Dilma Rousseff, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), disse nesta terça-feira que a tendência é concluir a montagem do segundo escalão até o dia 25 deste mês.
A distribuição de cargos foi suspensa pelo governo a pretexto de evitar que a disputa por vagas contaminasse a eleição para a presidência da Câmara.
Após participar da posse de deputados, Temer disse que ajudará no que chamou de "rearrumação" dos cargos.
"Vou ajudar. E a tendência toda é fazer agora, do dia 3 a 20, 25, tentarmos liquidar essa questão."
Temer disse ainda que o clima de disputa entre PT e PMDB "vai terminar".
"Não deve haver beligerância. Nós, dos dois partidos, somos governo, e temos que agir como governo. Não haverá beligerância entre ele. Há pequenos problemas momentâneos entre eles, mas serão logos superados."
Por três vezes, ele se comprometeu a ajudar na acomodação de aliados. Questionado sobre as denúncias contra a diretoria de Furnas, Temer reafirmou a disposição do governo de retomar a montagem do segundo escalão.
"Sou obrigado a dizer que há uma briga política. Mas, a partir do dia 2, haverá uma rearrumação de cargos."
O aceno de Temer acontece horas antes da eleição do presidente da Câmara. O petista Marco Maia (RS) é apoiado pelo governo contra o candidato avulso, Sandro Mabel (PR-GO).
Antes de deixar a Câmara, Temer visitou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RJ). Ele deixou a cerimônia dizendo sentir saudade do Congresso.