Política

CONGRESSO

Senado vai vetar horas extras de diretores e reavaliar concurso

Senado vai vetar horas extras de diretores e reavaliar concurso

Redação

10/02/2011 - 18h14
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Diante do corte de R$ 50 bilhões nos gastos previstos para 2011, o Congresso terá que se adequar à nova realidade orçamentária imposta pelo governo federal. A primeira medida no Senado será cortar horas extras de seus diretores.

Segundo o presidente José Sarney (PMDB-AP), isso evitará uma distorção de tornar o diretor “o próprio árbitro” de quanto tem direito a receber. O parlamentar disse também que a realização do concurso público neste ano, com previsão de contratar inicialmente 180 servidores, será reavaliada.

Sarney disse ainda que os gastos do Senado já se reduziram no decorrer dos últimos dois anos e, agora, determinará aos diretores e gestores “uma vigilância muito grande em matéria de gastos”.

Ele defendeu a ação do governo de tentar controlar a inflação e, se necessário, aumentar as medidas de controle dos gastos.

- Devemos fazer todo esforço para manter a estabilidade econômica. Essa que é fundamental para o país porque beneficia todo o povo brasileiro. Não podemos desequilibrar as finanças públicas e é isso que o governo está fazendo.

Ao mesmo tempo, Sarney disse acreditar que as ações já empreendidas não comprometerão as metas de crescimento para 2011.

Segundo ele, a melhoria na arrecadação poderá compensar a contenção dos gastos empreendidos pelo Executivo.

Oposição

Na oposição, no entanto, a avaliação é que “as medidas são tímidas” e demoraram a ser tomadas. O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), por exemplo, qualificou os cortes anunciados ontem pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, como “uma bomba de efeito retardado”.

Agripino Maia destacou que o aumento da taxa de juros e os cortes representarão de imediato a redução dos investimentos em 2011 e “o freio no ritmo de crescimento” verificado nos últimos anos.

- As metas de crescimento previstas estão comprometidas por conta desse remédio amargo que a população é obrigada a tomar pela gastança do governo Lula [Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente] no ano eleitoral.

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