Política

mudança climática

Governo terá plano de estudo sobre ecossistemas

Governo terá plano de estudo sobre ecossistemas

Redação

23/03/2011 - 00h01
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A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou ontem (22), data em que se comemora o Dia Mundial da Água, um plano para estudar a vulnerabilidade dos ecossistemas no país e relacionar medidas para prevenção e adaptação da biodiversidade às mudanças climáticas.

O documento atende aos acordos assinados na Conferência sobre Diversidade Biológica, realizada no ano passado, em Nagoia, Japão. O texto será detalhado durante evento no Jardim Botânico do Rio. No local, a ministra lança o Ano Internacional de Florestas no Brasil.

"Definiremos [nessa agenda] as metas de conservação dos ecossistemas brasileiros para 2020. Vou lançar a iniciativa hoje à noite: como vamos trabalhar com a sociedade e qual é a convergência entre a convenção de Nagoia e a convenção de mudanças climáticas", afirmou à Agência Brasil.

De acordo Izabella, o plano faz parte de um esforço do Brasil de proteger as florestas e inclui a ampliação das áreas protegidas por meio da criação de unidades de conservação, além da realização do segundo Inventário Florestal Nacional (IFN). O primeiro foi feito há 28 anos.

Chamado de o censo da flora, o levantamento poderá comprovar aumento de espécies ameaçadas de extinção, ao mesmo tempo em que poderá identificar novos exemplares. A expectativa é de que possa ser realizado em pelo menos dois anos a um custo de R$ 150 milhões.

A ministra do Meio Ambiente explica que ainda está sendo consolidada a metodologia da pesquisa e definidas as fontes de financiamento do inventário, que poderá contar com apoio de governos estaduais.

Para o diretor de Políticas Públicas da organização não governamental SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, o mapeamento das florestas é uma importante estratégia de preservação da biodiversidade diante da discussão de revisão do Código Florestal pelo Congresso Nacional.

"O inventário é uma pré-condição para fazer o zoneamento econômico e ecológico, necessário para determinar o que vai ser mudado, alterado ou como vai ser definido o uso para expansão agrícola, por exemplo", afirmou. "O estudo é importante para cumprir com a convenção de Nagoia".

De acordo com o ambientalista, mesmo que o estudo demore dois anos, com o documento, o governo terá dados consolidados que subsidiem as mudanças necessárias na lei. "Se for o contrário, como está sendo feito, o Brasil vai ter um desastre", criticou.

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