O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta quarta-feira o inquérito que investiga o deputado federal e ex-jogador de futebol Romário (PSB-RJ) por crimes ambientais, que tramitava na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Por ser parlamentar, ele possui foro privilegiado e deve ser investigado pela Suprema Corte do País. O ministro Marco Aurélio Mello será o relator do caso.
Romário foi indiciado por ter dinamitado a pedreira de uma encosta em Angra dos Reis (RJ) após ter comprado lotes no local. A prática é proibida pela legislação ambiental. A partir de agora, o Ministério Público Federal analisa se oferecerá denúncia. Romário só passará a ser réu se a denúncia for oferecida e aceita pelos ministros do STF.
Esta não é a primeira vez que o ex-centroavante da seleção vai à Justiça. Ele já foi processado por não pagar a taxa de condomínio de uma sala comercial na Barra da Tijuca. No total acumulado, a dívida chegaria a R$ 22.049. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o valor é referente ao período de março de 2006 a abril de 2010.
Em 2009, dívidas com o condomínio obrigaram Romário e a família a deixar a cobertura onde moravam, no residencial Golden Green, também na Barra da Tijuca. A cobertura do ex-jogador foi leiloada para o pagamento do valor e o atual deputado acabou perdendo o imóvel.
O Terra não conseguiu localizar o deputado para comentar o inquérito.