O deputado estadual Diogo Tita (PPS) voltou a cobrar, hoje (25/5), a nomeação de um superintendente do Incra/MS (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para dar agilidade a processos que estão parados no órgão. "O Incra não funciona", afirmou.
Segundo o parlamentar, o Governo do Estado está disposto a ceder 23 técnicos da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) para dar andamento aos processos paralisados. "Eu falei hoje com o Roldão [diretor-presidente da Agraer, José Antônio Roldão]; os técnicos estão à disposição", disse. "Não podemos mais esperar", acrescentou.
Os deputados Cabo Almi (PT) e Eduardo Rocha (PMDB) também falaram sobre o assunto. Almi disse que a falta de um superintendente traz prejuízo social às famílias de assentados. Já Eduardo Rocha defendeu a nomeação de um nome técnico para o cargo.
No dia 27 de abril, uma audiência pública na Assembleia Legislativa, proposta por Tita, discutiu o “Incra e o georreferenciamento das propriedades rurais de Mato Grosso do Sul”. À época 7.000 processos já estavam acumulados no instituto, alguns desde 2004.
Feito pelo Incra, o georreferenciamento é o mapeamento das propriedades necessário para obter empréstimos do Banco do Brasil, escritura, compra e venda, desmembramento, modificação de área e alterações relativas a aspectos ambientais.