Política

CAMPINAS

Lula defende PT e diz que há acusações sem provas

Lula lembrou o caso do vice-prefeito de Campinas e disse que há denúncias sem provas contra membros do partido e exposição exagerada na mídia

Redação

18/06/2011 - 18h30
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o PT das denúncias feitas contra o partido em Campinas e no caso Palocci em um encontro realizado neste sábado (18) em Sumaré. Lembrando o caso do vice-prefeito de Campinas, Demétrio Villagra, ele disse que há denúncias sem provas contra membros do partido e exposição exagerada na mídia. Ele não citou o nome do prefeito Hélio, que disse ter recebido apoio do ex-presidente em relação ao Caso Sanasa. 

Dirigindo-se à militância, de maneira geral, ele conclamou todos a não se intimidar nem abaixar a cabeça diante dos ataques da oposição e da mídia. 'A cada vez que o PT se fortalece, eles atacam e achincalham o partido', disse. 'O jogo é duro. Não abaixem a cabeça quando começarem a achincalhar.'

Ele citou como exemplo de ataques injustos ao partido o episódio do sequestro do empresário Abílio Diniz, ocorrido em 1989, ano das eleições presidenciais, quando ocorreram tentativas de associar o caso à militância petista. Mais adiante, numa referência indireta ao caso mais recente de seu amigo Antonio Palocci, que se demitiu da chefia da Casa Civil em meio a uma onda de suspeitas sobre o rápido crescimento de seu patrimônio, Lula afirmou: 'Eu estou de saco cheio de ver companheiro acusado humilhado, e depois não se provar nada.'

Para participar do evento, pela manhã, Lula rompeu uma promessa que havia feito à sua mulher, Marisa Letícia, de que não iria mais a encontros políticos em finais de semana. Amanhã, ele viaja para o México, onde fará palestra remunerada a convite de uma instituição financeira. Estava sendo analisada a possibilidade de um encontro com o ex-presidente Felipe Calderon. 

Bancada desunida

Lula disse que tem recebido pedidos de diversas áreas do partido para que interceda e se reúna com a bancada no Congresso, com o objetivo de garantir sua unidade. Ele disse que não fará isso, por enquanto, mas conclamou os deputados a atuarem de maneira conjunta. 'A Dilma precisa saber todos os dias que a bancada está unida'.

O ex-presidente observou que a primeira e mais dramática crise política de seu governo, que resultou no mensalão, em 2005, teve início em um momento em que a bancada não estava unida. 'Nós temos 88 parlamentares num conjunto de 513', disse. 'Quando ocorre qualquer fissura na bancada, não faltam partidos para colocar cunhas com o objetivo de aumentar a divisão.'

Lula também disse que os parlamentares petistas devem parar de pensar exclusivamente na manutenção de suas bases políticas. 'Precisam dedicar mais tempo ao partido, como se fazia antigamente', afirmou. 

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