O deputado Antônio Carlos Arroyo (PR) decidiu que não vai recorrer à Justiça pela vaga do Tribunal de Contas do Estado (TCE) assumida ontem (27) por Marisa Serrano que renunciou ao mandato de senadora para tomar posse como conselheira. “Não sei se iria ganhar, não sei se iria perder”, afirmou o parlamentar ao Portal Correio do Estado.
Arroyo consultou juristas no Estado de São Paulo e tinha afirmado que somente tomaria a decisão de tentar conquistar a cadeira no TCE caso “houvesse condições robustas” para isso. Ontem, ele afirmou que analisou detidamente toda a situação e desistiu de bater às portas da Justiça contra a nova conselheira.
O parlamentar pleiteava a vaga aberta com a morte da conselheira e ex-deputada Celina Jallad, em fevereiro deste ano. Arroyo registrou seu nome, assim como a senadora, para votação - no último dia 15 de julho - na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (a quem pertencia a cadeira); Ele obteve sete votos favoráveis, dois contrários e 15 foram em brancos.
Com isso, aqueles que eram favoráveis ao nome de Arroyo entenderam que ele tinha sido eleito por ter obtidos a maioria dos votos a favor.
O entendimento da presidência da Casa foi outro que colocou, então, o nome de Marisa Serrano que obteve 20 votos favoráveis, dois contrários e houve um branco.
Posse
Marisa Serrano tomou posse ontem e é a segunda mulher a ocupar o cargo de conselheira em 31 anos de existência da Corte de Contas. Em seu lugar no Senado assume o empresário e pecuarista Antônio Russo.
A ex-senadora afirmou que inicia novo desafio, diz sentir-se honrada por conseguir o cargo e que fez por merecer chegar ao TCE. "Vou cumprir papel no Tribunal que defendi durante toda minha carreira política, que é de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos", reiterou.
O conselheiro Cícero de Souza, presidente do TCE, ressaltou que Marisa supre à altura a vaga aberta por Celina Jallad na Corte.