Oito candidatos, dos quais sete deputados federais, estão na reta final de uma campanha na Câmara para conquistar a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Os oito são os deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Ana Arraes (PSB-PE), Átila Lins (PMDB-AM), Damião Feliciano (PDT-PB), Milton Monti (PR-SP), Sérgio Brito (PSC-BA), Vilson Covatti (PP-RS) e o auditor Rosendo Severo, patrocinado pelo PPS.
Nesta terça (20), os candidatos serão sabatinados pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Os nomes aprovados na comissão seguem para votação nesta quarta (21) no plenário da Câmara.
Para levar a vaga, o candidato precisa dos votos da maioria simples da Câmara - ou seja, será eleito quem obtiver o maior número de votos dos deputados presentes à sessão.
O ex-deputado José Múcio Monteiro, atualmente ministro do TCU, indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, critica o método de escolha de um ministro do TCU por maioria simples da Câmara.
"O que é da Constituição, a gente reza, mas eu lamento que a Câmara eleja por maioria simples um ministro do TCU. Amanhã, podemos ter no tribunal um ministro eleito com 80 votos, por exemplo, o que não representa a maioria absoluta", disse ao G1.
Os ministros do TCU têm as mesmas garantias, vencimentos e vantagens dos ministros do Superior Tribunal de Justiça. Atualmente, o salário é de cerca de R$ 25 mil. A aposentoria se dá compulsoriamente aos 70 anos ou voluntariamente, desde que após dez anos no exercício do serviço público e pelo menos cinco anos no cargo.