Política

CAÇAS

Ministro diz que crise pode adiar decisão

Ministro diz que crise pode adiar decisão

Redação

30/09/2011 - 00h01
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O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse, nesta quinta-feira (29), que a crise econômica internacional pode postergar ainda mais a decisão sobre a compra dos caças que substituiriam a atual frota brasileira para defesa aérea do país.

"Houve um processo conduzido no governo anterior pelo meu antecessor [o ex-ministro Nelson Jobim] e é necessário uma decisão final sobre esse tema. Eu entendo que hoje em dia nós temos um problema de uma crise econômica que dificulta uma decisão imediata", disse a senadores durante audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Definido como "o grande projeto das Forças Armadas" pelo próprio ministro, os 36 caças em processo de negociação são, segundo ele, prioridade. Ele citou também a atuação dos atuais caças Mirage e reiterou urgência em substitui-los.

Na semana passada, em sua viagem a Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se com o presidente francês Nicolas Sarkozy. Na pauta da reunião estava a discussão sobre a compra dos caças.

O impasse
O governo brasileiro analisa projetos de França, Suécia e Estados Unidos para compra dos aviões. Em 2009, os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, emitiram comunicado conjunto em que anunciam a intenção da parte do governo brasileiro de entrar em negociação para aquisição de 36 caças GIE Rafale. Depois disso, o governo informou que ainda analisaria outros projetos.

O avião Rafale, da empresa francesa Dassault, compete com o Gripen da sueca Saab e o F/A18 Super Hornet da norte-americana Boeing.

O ex-presidente Lula deixou a decisão sobre compra de caças para a sucessora, Dilma Rousseff. Devido ao anúncio do corte no orçamento, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou em fevereiro deste ano que o governo brasileiro não tem "recursos disponíveis" para comprar caças em 2011.

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