Depois da guerra de filiações, os partidos se armam agora para preparar os candidatos a prefeito e vereador nas eleições de 2012 em Mato Grosso do Sul. O PSD, que estará estreando nas urnas no próximo ano, montou grande time de pré-candidatos. Em Campo Grande, o partido aposta no ex-senador Antonio João Hugo Rodrigues para concorrer à sucessão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) e, no momento oportuno, estará costurando acordo com outros partidos para construção de aliança. Além de abrir as portas para a juventude participarem do processo eleitoral, o PSD contará com a ex-vereadora Tereza Name para disputar a uma vaga na Câmara Municipal. Ela é uma agente política consagrada pelo trabalho social desenvolvido há 30 anos.
Na política de aliança, o PSB se comprometeu, por intermédio do seu presidente e prefeito de Dourados, Murilo Zauith, a se juntar ao PSD em Campo Grande. Mas o deputado estadual Lauro Davi prefere candidatura própria em Campo Grande. Murilo avalia ser mais vantajoso para o PSB apoiar a pré-candidatura de Antonio João.
A arma do PMDB para a sucessão na Prefeitura de Campo Grande é o deputado federal Edson Giroto. Ele deixou o PR para concorrer a eleição pelo partido do governador André Puccinelli. Giroto passou, em seu novo partido, a ser o principal nome do grupo político do governador para disputar a eleição.
A regra de pesquisa qualitativa e quantidade para definir o candidato do PMDB não passa, no entanto, de discurso para evitar a rebelião dos outros pré-candidatos. O secretário estadual de Habitação e das Cidades, Carlos Marun, já está conformado com a reduzida chance de disputar a prefeitura. Ele defendeu a filiação de Giroto para representar o PMDB na disputa eleitoral. O mesmo pensa o vice-prefeito Edil Albuquerque. A preocupação dele agora é se preparar para tentar voltar à Câmara Municipal.
E o atual presidente do Legislativo da Capital, vereador Paulo Siufi (PMDB), também, viu as suas chances de concorrer a prefeitura reduzirem com a filiação de Giroto.
Oposição: candidato único
O ex-deputado federal Dagoberto Nogueira, presidente regional do PDT, defende candidatura única da oposição para derrotar os governistas na disputa pela Prefeitura de Campo Grande. Ele se apresenta como pré-candidato, mas está disposto a somar a outro nome de maior peso político e eleitoral para enfrentar o PMDB.
O PT ainda mostra desorganização na discussão da sucessão de Nelsinho Trad. O partido não conseguiu alavancar um nome para concorrer a eleição. A primeira opção é o deputado estadual Pedro Kemp. Ele, no entanto, não aceita ser candidato “laranja” só para participar do processo eleitoral. Outro nome é do ex-deputado estadual Pedro Teruel. Discute-se ainda a indicação do deputado federal Vander Loubet de entrar na batalha eleitoral. Este não é o projeto dele. Mas sai candidato se for para atender pedido do partido.
Outro nome colocado em discussão é do ex-governador José Orcírio dos Santos. Mas ele não se mostrou, por enquanto, nenhum entusiasmo de concorrer a prefeitura com um partido dividido. O ex-governador defende a unidade partidária para não perder a chance de conquistar a prefeitura.
PSDB exporta candidato
A arma do PSDB para a sucessão em Campo Grande vem de Maracaju. O deputado federal Reinaldo Azambuja, presidente regional do partido, mudou o seu domicílio eleitoral de olho na cadeira ocupada hoje por Nelsinho. O deputado, que já administrou Maracaju, decidiu investir no maior colégio eleitoral do Estado como pré-candidato a prefeito.