Política

corrupção

Orlando Silva se explica sobre acusações

Orlando Silva se explica sobre acusações

Redação

17/10/2011 - 09h41
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O ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), antecipou sua volta do México, onde estava acompanhando a delegação brasileira no Pan-Americano, para participar de uma reunião com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), na casa de Gleisi, em Brasília, para dar explicações sobre as acusações de corrupção na pasta que chefia desde 2006, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.

Segundo o jornal, Silva afirmou no encontro que irá até as últimas consequências para provar que não compactuou com nenhuma irregularidade, e ouviu dos colegas que terá de se preparar e antecipar para dar esclarecimentos. O ministro disse que está sendo alvejado porque o ministério que comanda cresceu em recursos por causa da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

Denúncias
Segundo reportagem da revista Veja, diversos membros do PCdoB, capitaneados pelo ministro, faziam parte do esquema de irregularidades envolvendo convênios entre a pasta e ONGs, que teria desviado mais de R$ 40 milhões em oito anos. As acusações têm como única fonte o policial militar e ex-militante do PCdoB João Dias Ferreira, que aponta o ministro como um dos beneficiados do desvio.

Ferreira foi um dos cinco presos no ano passado pela polícia de Brasília sob acusação de participar de desvios de recursos destinado a um programa da pasta. Investigações passadas apontavam diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades, na época da Operação Shaolin, mas é a primeira vez que o nome do ministro é mencionado por um dos suspeitos. Ferreira, por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, firmou dois convênios, em 2005 e 2006, com o Ministério do Esporte.

De acordo com Ferreira, as ONGs recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Orlando Silva teria recebido, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes da quadrilha. Parte desse dinheiro, acusa a Veja, foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006.

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