A Coreia do Norte advertiu nesta sexta-feira (30) que não vai mudar sua política ao oficializar seu novo líder, o jovem Kim Jong-un, como sucessor do ex-ditador Kim Jong-il, que morreu dia 17 deste mês, informou a agência estatal norte-coreana “KCNA”.
“Declaramos de forma solene e com orgulho aos responsáveis políticos ‘estúpidos’ do mundo, entre ele os fantoches da Coreia do Sul, que não esperem a mínima mudança de nossa parte”, informou em um comunicado a Comissão de Defesa Nacional, o mais alto órgão do Exército do país.
Os discursos dos líderes do regime mostraram que o sucessor conta com total apoio das Forças Armadas e que seu governo seguirá a linha do regime anterior.
Pyongyang também descartou qualquer possibilidade de diálogo com o atual governo sul-coreano, presidido por Lee Myung-bak. “Como já dissemos, seguimos negando o estabelecimento de vínculos com o traidor Lee Myung-bak e seu grupo”, acrescenta a nota.
Na quinta-feira (29), Kim Jong-un foi proclamado “líder supremo do partido, do Exército e do povo”, durante concentração militar organizada em Pyonyang, logo após o funeral de Kim Jong-il. “O mundo deveria ter claro que milhões de nossos soldados e cidadãos, unidos com firmeza ao redor do nosso ‘querido líder’ Kim Jong-un para transformar a pena em valor a as lágrimas em força, chegará à vitória final”, diz o comunicado da Comissão de Defesa Nacional.
Este é o primeiro comunicado emitido pela Coreia do Norte após os 13 dias de luto decretados por Pyongyang após a morte de Kim Jong-il, e segundo a agência sul-coreana “Yonhap”, representa a futura orientação política do regime em relação ao país vizinho e a comunidade internacional.