Newt Gingrich venceu, ontem (21), a primária na Carolina do Sul na disputa interna do Partido Republicano para definir quem vai concorrer com Barack Obama pela Presidência dos Estados Unidos. Segundo o canal Fox News, o ex-presidente da Câmara dos Deputados dos EUA teve 40% dos votos e deixou Mitt Romney em segundo, com 28%, Rick Santorum em terceiro, com 17%, e Ron Paul em quarto, com 13%. Já para a CNN, Gingrich contabilizou 40% - os demais números são os mesmos.
Com isso, pela primeira vez, houve um ganhador diferente em cada um dos 3 estados que abriram a campanha de primárias nos EUA. Na prévia de Iowa, realizada no último dia 3, Rick Santorum foi apontado como o mais votado após recontagem feita na semana passada - até então Romney estava sendo considerado vitorioso. Em New Hampshire, uma semana depois, Romney venceu. A próxima prévia ocorrerá na Flórida, no dia 31 deste mês.
Para obter a nomeação republicana, o candidato tem que reunir pelo menos 1.144 delegados. A Carolina do Sul enviará desta vez 25 delegados para a convenção nacional republicana que será realizada em Tampa, na Flórida, do dia 27 a 30 de agosto. Desde 1980, o candidato que ganha as primárias republicanas na Carolina do Sul termina sendo o candidato do partido para a eleição presidencial.
As primeiras pesquisas de intenção de voto no estado mostravam que os eleitores estavam divididos entre Romney e Newt Gingrich, embora o primeiro fosse o favorito. Mas, em nova pesquisa neste sábado, Gingrich apareceu com 40% da intenção dos votos contra 26% de Romney.
Em discurso posterior à votação e já falando como vitorioso, Gingrich elogiou seus rivais na corrida pela indicação do Partido Republicano e atacou Barack Obama e as "elites em Nova York e em Washington". Gingrich criticou as políticas de assistência de Obama, que ele é "o presidente mais eficaz na distribuição de cupons de alimentos na história".
"É muito humilhante e decepcionante ver tantas pessoas desejando tão produndamente seu país de volta ao rumo certo. Muitas pessoas estão preocupadas com empregos, com os custos médicos, com seus assuntos cotidianos", avaliou Gingrich. "E elas acham que as elites de Washington e Nova York não têm compreensão, cuidado, preocupação, não são confiáveis e, de fato, não as representam."