A disputa pela Superintendência Regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) antecipou o processo de sucessão ao governo de André Puccinelli (PMDB), em 2014, e agravou a crise política com o PT. A queda de Flávio Britto, afilhado político do deputado federal Geraldo Resende (PMDB), tensionou a relação das duas legendas no Estado. Os dois partidos são aliados nacionais, mas rivais ferrenhos em Mato Grosso do Sul. O PMDB prometeu “jogar pesado” com o governo da presidente Dilma Rousseff por causa da mudança de comando na Funasa.
O líder do PMDB na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Eduardo Rocha, vê a demissão de Flávio Brito com uma precipitação política às eleições de 2014. “Antecipa sim (o debate da sucessão estadual), porque a demissão aconteceu durante as férias do governador”, afirmou. Para ele, se André estivesse no Estado, a substituição não aconteceria de surpresa. Segundo a governadora em exercício, Simone Tebet (PMDB), a demissão só chegou ao seu conhecimento quando foi publicada no Diário Oficial da União. A queixa dela é que tanto o governador quanto o deputado Geraldo Resende não foram comunicados com antecedência da mudança.
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