Os principais partidos de oposição apostam numa reviravolta no processo eleitoral em Campo Grande se não praticarem erro no decorrer da campanha. Eles avaliam que o PMDB estará entrando fragilizado na disputa por escassez candidato de peso eleitoral, além de contar com a expectativa da vontade de mudança do eleitor. Nem os maiores aliados do PMDB estão dispostos a somar força no primeiro turno. Cada um terá também o seu palanque para combater a oposição e os parceiros de muitas eleições.
Os próprios governistas reconhecem que a eleição deste ano em Campo Grande será uma das mais acirradas desde 1996 quando o atual governador André Puccinelli (PMDB) venceu por pequena diferença de 411 votos o então deputado estadual José Orcírio dos Santos (PT), que dois anos depois virou governador do Estado.
André, em conversas reservadas e nas entrevistas, admite a existência de grandes obstáculos para o PMDB ganhar as eleições no primeiro turno. Mas também avalia o grande risco de sair derrotado das urnas. Por isto, está trabalhando intensamente para viabilizar o deputado federal Edson Giroto como um candidato de peso. Não está fácil. Giroto não consegue decolar nas pesquisas internas do partido.
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