O PT e o PMDB estão demarcando território na briga por cargos federais em Mato Grosso do Sul de olho nas urnas de 2012 (eleições municipais) e de 2014 (eleições para governador). Os dois partidos são da base do governo da presidente Dilma Rousseff e ferrenhos rivais no Estado. O PMDB estadual se rebelou na campanha presidencial ao montar palanque para o candidato tucano José Serra. Hoje paga o preço pela infidelidade por pressão do PT.
Nem o vice-presidente da República, Michel Temer, conseguiu convencer a presidente Dilma Rousseff a não trocar os cargos ocupados pelo PMDB em Mato Grosso do Sul. "Chegou a hora do troco", comentou o deputado federal Vander Loubet (PT), um dos articuladores da bancada petista para derrubar os peemedebistas dos cargos federais.
Os efeitos das articulações petistas começaram a dar resultado este ano. O primeiro golpe sobre o PMDB foi a demissão inesperada de Flávio Brito da Superintendência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A queda de Brito abalou os planos do deputado federal Geraldo Resende de usar a sua influência no órgão para receber dividendos políticos e eleitorais. A atuação de Brito era para dar visibilidade a Geraldo no meio do eleitoral e às principais lideranças do PMDB).
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