O Senado marcou para março a votação sobre a reforma política. Um dos projetos na agenda estabelece o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais, aprovado no ano passado terminativamente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em votação apertada. O deputado federal Fábio Trad (PMDB-MS) defende a proposta aprovada no Senado por entender que o funcionamento público da campanha eleitoral pode higienizar por completo a representatividade política nacional, já que cada partido receberia cota fixa para repassar aos candidatos.
Fábio defendeu ainda punição pesada para os candidatos que apresentarem gastos exorbitantes da campanha eleitoral. "Se cada candidato tem uma cota fixa, aquele candidato que você observar horrores, Polícia Federal neles, porque está exorbitando da cota", afirmou.
Para Fábio Trad, a forma de se fazer política hoje privilegia quem tem poder econômico e isto já é um fator desvirtuante da legitimidade de representação. A medida que muitas vezes o poder econômico é exercido em virtude de alianças com a iniciativa privada, no mandato, terão (os eleitos) que retribuir. "Nós sabemos infelizmente como isso ocorre", aleertou o parlamentar.
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