O governador André Puccinelli (PMDB) reagiu à pressão do presidente regional do PMDB, Esacheu Nascimento, para lançamento de candidatura própria a prefeito de Campo Grande e de Dourados. Ele disse, ontem (29) na Assembleia Legislativa, que "preferencialmente o partido deve lançar o cabeça de chapa na Capital, mas não obrigatoriamente" como deseja Esacheu.
O governador lembrou da ajuda de aliados na sua eleição (2006 e 2010) e, portanto, não podem ser ignorados. "Se o governador teve apoio do DEM, porque o candidato não pode ser do DEM", exemplificou. Mas não falou em nomes. Hoje o pré-candidato dos democratas é o deputado federal Luiz Henrique Mandetta, que não aglutina os partidos da base aliada.
Os peemedebistas apenas ouviram as declarações de André. Eles sabem da preferência dele pela candidatura do deputado federal Edson Giroto, que trocou o PR pelo PMDB, justamente para concorrer à sucessão do prefeito Nelsinho Trad.
Quanto a Dourados, o governador foi irônico: "Se o diretório municipal do partido, mesmo tendo subsídio da pesquisa e mesmo estando levando ferro grande, eu fico com diretório".
Mas não garantiu a sua participação na campanha do deputado federal Geraldo Resende (PMDB), que maisa briga por candidatura, em Dourados. O governador não esconde o desejo de apoiar à reeleição do prefeito Murilo Zauith (PSB) para segurá-lo no palanque do PMDB na sucessão estadual, em 2014.
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