O senador Delcídio do Amaral (PT) disse na rede social Twitter que a rejeição do nome de Bernardo Figueiredo — indicado pela presidente Dilma Rousseff (PT) — para retornar à diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na semana passada, "não foi bom" para Mato Grosso do Sul. O veto ao nome sugerido marcou a rebelião da base aliada no Senado ao provocar a primeira derrota da presidente na Casa.
Segundo o senador, Figueiredo trabalhava em prol do Estado e estava acelerando dois projetos — ferrovia de integração Oeste-Leste e a extensão sul da ferrovia Norte-Sul — que beneficiariam a economia do Estado com escoamento da produção. "Ele era uma cara, um parceiro nosso lá estava por dentro do projeto da ferrovia que entra em Mundo Novo e vai lá para Maracaju e que cruza o (Estado do) Paraná. Ele também estava trabalhando naquele ramal da Norte Sul que poderia chegar até Porto Murtinho", disse.
Delcídio acredita que sem Figueiredo os projetos podem ser prejudicados já que havia uma boa relação com ele. "Nós tínhamos uma interlocção e ainda temos muito franca com ele, uma interlocção muito direta. O fato dele não ser reconduzido isso é ruim".
Figueiredo teve o nome rejeitado pelos senadores da base aliada que acusaram o indicado de estar sob suspeição por causa de irregularidades apontadas na agência pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Rebelião
Para Delcídio, rebelião no Senado não passa de um jogo. "É um misto de insatisfação, com o próprio processo eleitoral de 2012", afirmou. Ele ainda disse que o PMDB quer ser protagonista e está insatisfeito com o governo por ficar de fora de algumas articulações importantes. "O governo está fazendo algumas alianças onde o PMDB está de fora. Então tem um caldo ai grande de insatisfações, os projetos futuros, alianças, um mix disso tudo", finalizou.
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