O presidente do Senado, José Sarney, disse hoje (29) que o senador Jayme Campos (DEM-MT), vice-presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, considera que a representação do PSOL contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) deve ser decidida pelo presidente do colegiado, não podendo ser uma decisão do vice-presidente.
– O senador Jayme Campos me comunicou que, sendo vice-presidente do Conselho, ele acha que a presidência do colegiado está vaga e que o presidente é que teria competência de decidir sobre a representação. Nesse sentido, ele irá consultar juridicamente a Casa para ver que solução ele teria que tomar – disse Sarney.
De acordo com Jayme Campos, o Conselho de Ética se reunirá no dia 10 de abril para eleger um novo presidente. Caberá ao PMDB fazer essa indicação. A bancada já está discutindo um nome para assumir o cargo. A presidência do conselho está vaga desde setembro de 2011, quando o senador João Alberto (PMDB-MA) se licenciou para assumir um cargo no governo de Roseana Sarney, no Maranhão.
O PSOL protocolou na tarde de quarta-feira (28) representação ao Conselho de Ética para averiguar a suposta quebra de decoro parlamentar por parte do senador Demóstenes Torres. No documento, o presidente do partido, deputado Ivan Valente (SP), argumenta que Demóstenes quebrou o decoro parlamentar ao receber vantagens de uma quadrilha que explora o jogo ilegal, sob o comando do bicheiro Carlos Cachoeira.
Questionado por jornalistas, Sarney comentou as denúncias contra o senador por Goiás.
– As denúncias são graves e nós temos que colocar em andamento as representações que foram feitas. Não quero fazer juízo de valor. Quero dizer que se trata de um assunto grave – disse.