Os primeiros movimentos da defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) deixam bem claro que sua intenção é a de invalidar todas as provas obtidas na Operação Monte Carlo. Flagrado em escutas telefônicas nas quais promete ao contraventor Carlinhos Cachoeira ajuda para aprovar projetos de lei do seu interesse, Demóstenes Torres aposta suas fichas em outro caso semelhante. Há quatro anos, o banqueiro Daniel Dantas adotou a mesma estratégia para não ficar na cadeia.
Para os deputados Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) e Fernando Francischini (PSDB-PR), o Judiciário não pode dar a mesma brecha para Demóstenes. Responsável pela operação que prendeu Dantas em 2008 e alçado a herói nacional logo depois, Protógenes fala que abafar os resultados da Operação Monte Carlo seria um atentado contra a sociedade.
Para Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), Judiciário precisa se adaptar aos novos tipos de prova.
O argumento do advogado de Demóstenes é o de que nenhum senador pode ser grampeado, a não ser com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, juristas e policiais federais são unânimes em relação à validade das provas obtidas na Operação Monte Carlo