O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltou nesta segunda-feira (14) ao trabalho. Em licença médica desde 17 de abril, Sarney presidiu a sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao aniversário do seu partido, e alegou desconhecer a previsão do depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira à comissão que investiga as relações do contraventor com empresas e políticos. A ida de Cachoeira à CPI está marcada para esta terça-feira (15), mas a defesa dele tenta adiar o depoimento.
"Eu estou tão fora do mundo que eu não estava nem sabendo do depoimento do Cachoeira, mas é a rotina da comissão", afirmou ele ao chegar ao Congresso. "O seu Cachoeira realmente é a figura mais visada e que tem que ser investigada de toda maneira, no máximo que for possível, para averiguar até onde essa rede se estendia", disse.
O senador descartou que a CPI - instalada durante sua licença pela presidente em exercício do Congresso Nacional, a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) - atrapalhe os trabalhos do Senado. Ele ressaltou que projetos importantes foram votados em sua ausência, mas adiantou que o ritmo deve diminuir com a aproximação das eleições municipais. "Nós vamos entrar em uma fase que é uma fase atípica, e nós teremos que marcar datas específicas para fazer esforço concentrado como se faz em todos os anos que tem eleição e escolher as matérias que devem ser prioritárias", disse o presidente do Senado.