O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, disse, ontem (31), que o desentendimento entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-presidente Lula não provocou nenhum "abalo sísmico" no tribunal. Britto, nos últimos dias, já tinha negado que havia crise no STF.
Reportagem de revista "Veja" desta semana relata conversa que Lula teria tido no final de abril com Gilmar Mendes. De acordo com a revista, Mendes disse que foi pressionado por Lula para adiar o julgamento do mensalão. Em troca, ainda segundo a "Veja", Lula ofereceu blindagem a Mendes na CPI do Cachoeira. A revista faz referência a "boatos" de que Mendes teria viajado a Berlim às custas do bicheiro.
Ayres Britto participou ontem de um seminário do Conselho Nacional de Justiça(CNJ) sobre probidade administrativa. Na chegada ao evento, o ministro reiterou que o episódio entre Mendes e Lula não abalou o STF. "Não houve esse abalo sísmico de que se fala. O Supremo continua altivo, consciente de seu dever, que é manter o foco em julgamentos como o do mensalão. O Supremo não perdeu seu ponto de centralidade", disse o ministro.