O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), chegou pouco antes das 10h (de Brasília) desta terça-feira ao Senado para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira. Cerca de 100 pessoas, a maioria apoiadores do tucano, forçaram a entrada na sala onde Perillo será ouvido. A segurança do Senado tentou impedir o ingresso do grupo e houve tumulto. Os manifestantes acabaram liberados para acompanhar a oitiva. Ao chegar, Perillo foi aplaudido por assessores e correligionários, e vaiado por estudantes do Movimento Fora Marconi, que usavam nariz de palhaço.
Gritando palavras de ordem e usando nariz de palhaço, os estudantes acusavam os seguranças do governador de tê-los agredido. O clima ficou tenso e a Polícia do Senado colocou-se entre os dois grupos, para evitar o confronto.
A expectativa é de que o governador fale por 20 minutos, para depois responder as perguntas dos deputados e senadores. Perillo é citado nas investigações das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, que apuram a existência de um esquema de corrupção liderado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. O governador se colocou à disposição dos parlamentares para prestar esclarecimentos mesmo antes da comissão aprovar a sua convocação. Os questionamentos dos membros da comissão devem se concentrar na sua relação com o bicheiro, principalmente a respeito da venda de uma casa de sua propriedade, avaliada em R$ 1,4 milhão, que serviu de residência a Cachoeira até a sua prisão.