Um drama familiar mexe com a sucessão em Alcinópolis, no Alto Taquari, a 387 km de Campo Grande. O prefeito Alcino Carneiro (PDT) cogita uma aliança com o ex-prefeito Ildomar Carneiro Fernandes (PMDB), lançando possivelmente como candidata a vice, sua nora, Simone Carneiro (PDT), viúva do ex-presidente da Câmara Municipal, Carlos Antonio Costa Carneiro, assassinado em 26 de outubro de 2010. Mesmo denunciado pelo crime e respondendo a processo-crime no Tribunal de Justiça, o prefeito afastado Manoel Nunes da Silva (PR) quer se candidatar. Indiciado como mandante do assassinato de Carlos Carneiro, em 2011 ele foi preso em Alcinópolis e trazido para Campo Grande.
Depois do crime, a administração ficou engessada: das dívidas de R$ 829,2 milhões com fornecedores diversos, deixadas por Silva, até maio passado o prefeito Carneiro pagou R$ 450 mil. Ele privilegiou a zona rural, construindo nove pontes, 14 mata-burros de madeira, reformou outros nove e aplicou concreto para atender às linhas de ônibus de estudantes. O orçamento anual do município é de R$ 24 milhões.
Carneiro esforçou-se para mudar a fisionomia da cidade: escalou 29 garis para a coleta seletiva, reciclagem e destinação final do lixo, fornecendo-lhes, além do salário, o café da manhã. “Esse plano permite a remoção do lixão para o atual aterro sanitário e a regularização vem por meio da usina de processamento de lixo; atualizamos nossos projetos com o Imasul”, informa o secretário de desenvolvimento, agricultura, pecuária, turismo e meio ambiente, Elisberto Rezende.