O procurador da República Daniel Resende e o advogado Douglas Dalto Messora, que defende um dos réus do processo referente à Operação Monte Carlo, bateram boca na manhã desta quarta-feira (25) durante audiência na Justiça Federal em Goiãnia.
Durante o depoimento do agente da Polícia Federal Renato Moreira, Messora - que defende Gleyb Ferreira, acusado de fazer parte do grupo de Cachoeira - mencionou que o policial disse que fazia "dedução" em relação aos dados contábeis dos acusados. O procurador, então, argumentou que o agente deixou claro que fazia dedução com base no relatório de contabilidade.
"O senhor fala e eu fico quieto. Fica o senhor quieto e eu falo", disse o advogado, que completou, se dirigindo à testemunha: "O senhor tem um bom defensor". O procurador rebateu: "Não, eu sou o fiscal da lei." O advogado disse: "O senhor é fiscal da lei e eu sou defensor." Em tom de voz alto, o procurador disse: "O senhor colocou palavras na boca da testemunha. Quem tem que se colocar no seu lugar é vossa excelência."
O juiz do caso, Alderico Rocha, interviu e pediu que o advogado continuasse com as perguntas. O advogado disse: "Vou tirar a palavra dedução porque o ilustre procurador fica chateado."